Genebra, 20 de janeiro de 2009 – Com o anúncio do cessar fogo pronunciado por Israel e pelo Hamas, respectivamente, a YWCA Mundial aclama pela paz real e pela segurança na região, que somente poderá ser conseguida com a definição da causa original do conflito. A guerra em Gaza destruiu vidas, propriedades, um futuro decente para muitos cidadãos comuns. O Relator Especial das Nações Unidas pelos Direitos Humanos nos Territórios Ocupados pela Palestina – Richard Falk – se pronunciou sobre os ataques em Gaza – “uma grave violação da Carta das Nações Unidas, das Convenções de Genebra, da lei internacional e das leis humanitárias internacionais”.
A YWCA Mundial dá as boas vindas a Resolução 1860 do Conselho de Segurança das Nações Unidas que chama os estados membros a apoiarem os esforços internacionais para aliviar a situação humanitária e econômica em Gaza. “As mulheres carregam freqüentemente o peso do conflito. Portanto , as ações humanitárias que respondem ao aspecto de gênero devem ter em conta as necessidades específicas de mulheres e crianças”, disse Nyaradzayi Gumbonzvanda, Secretária Geral da YWCA Mundial, “as fronteiras com Gaza devem abrir-se de imediato para permitir a passagem da ajuda necessária”. Informes preliminares indicam que dezenas de milhares de pessoas em Gaza estão sem teto e milhares de residências foram destruídas; mais de meio milhões de pessoas não tiveram acesso a água e não puderam satisfazer suas necessidades básicas durantes as três semanas de guerra. A YWCA condena particularmente a destruição de escolas, edifícios das Nações Unidas e hospitais que deixou mulheres e crianças sem lugar para refugiar-se.
“É essencial tratar o tema da violência sexual e outras formas de violência contra a mulher”, disse Gumbonzvanda, e incita as Nações Unidas a fazer cumprir a Resolução 1325 do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre mulheres, paz e segurança, que chama os estados membros a por fim a impunidade e a processar os responsáveis de crimes de guerra, incluindo os relacionados com a violência sexual e outros tipos de violência contra as mulheres e crianças.
Em 27 de dezembro, Israel lançou uma operação militar contra a Faixa de Gaza, governada pelo Hamas em resposta ao lançamento de foguetes por parte do Hamas. Os ataques sobre Gaza, os mais agressivos nas últimas décadas, provocaram uma enorme perda da população civil. Os últimos informes indicam que mais de 1.300 pessoas morreram como resultado dos ataques – incluindo 300 crianças e 95 mulheres – e pelo menos 4.700 pessoas estão feridas. “É muito triste que este círculo vicioso de terror continue e ver a nossa população civil pagar este custoso preço”, disse Mira Rizek, Secretária Geral da YWCA da Palestina.
As YWCA´s de todo o mundo, incluindo associações em Fiji, Peru, Jordânia, Brasil, Guyana, Japão, Dinamarca e Noruega elevaram suas orações e vigílias, no dia 8 de janeiro, em homenagem as vidas perdidas na guerra de Gaza e pediram pela paz.
A YWCA Mundial condenou o bloqueio a Gaza em 2007 e em repetidas oportunidades pediu a paz e o fim das agressões militares e da violência no Oriente Médio. O bloqueio continuou durante 2008 e provocou principalmente escassez de água, alimentos e medicamentos, que debilitou terrivelmente a população civil, entre eles muitas mulheres e crianças. Este último ataque militar agravou a situação humanitária em Gaza golpeando uma população desvalida. A situação é agora deplorável e viola os direitos humanos da população palestina em Gaza. Devem-se tomar atitudes urgentes para levar a paz com justiça ao Oriente Médio.
A YWCA Mundial é uma rede mundial de mulheres e jovens que lideram a mudança social e econômica em 125 países. Advogando pela paz, justiça, direitos humanos e cuidado do meio ambiente, e está à frente da promoção da situação das mulheres durante mais de um século.
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